Era hora de começar à aprender que nada na vida dura para sempre, principalmente o amor de alguém que você ama muito.Não sou mais do tipo que chora na frente dos outros, que sofre para as pessoas verem. Hoje em dia sofro calada (escondida na verdade) para que as pessoas não tenham dó de mim.
Sofro calada, choro a noite toda, as vezes não tem nenhum motivo, mas estou lá chorando. Quem me ver nessa situação jamais vai entender, pois durante o dia sou aquela que dá risada por tudo, que faz palhaçada, que sorri quando as pessoas falam comigo, mas durante a noite sou aquela garota chorona, depressiva e insegura dos meus atos e sentimentos. Tenho motivos para isso, tenho motivos que me levaram a isso. As vezes para alguns são motivos tolos, ridiculos, mas para mim são dolorosos.
Desilusões, ilusões, falsidade, morte, sofrimento, brigas, relacionamentos mal resolvidos; se resumiram nisso tudo que passo nos dias de hoje. Posso dizer que tudo isso é o que eu passei, engoli, e segurei durante um bom tempo, mas como não sou de aço chegou uma hora em que não aguentei e tive que colocar para fora de alguma maneira. Achei duas maneiras de coloca-las para fora: chorando e escrevendo.
Cada coisa que passei e que passo, todas por acreditar demais nas pessoas, todas por me dar demais á elas. Não aguento mais sofrer por conta das ilusões que crio demais; e realmente é hora de aprender que essas coisas não duram para sempre, nem mesmo esse sofrimento que carrego dentro de mim.
Mas um dia sei que tudo vai voltar a dar certo de uma forma ou de outra, nem que demore dois, três, quatro anos. Isso será uma lição para que eu perceba que nada dura para sempre.
Laís G. Azevedo
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